Era uma noite fria em pleno verão. Ela estava sozinha em casa. O tédio a consumia. Nada para fazer, ninguém para conversar. Ela estava curtindo férias na casa de parentes. Ficar na internet estava chato. Assistir televisão, idem. Quando ela já estava perdendo as esperanças de fazer algo interessante, eis que seu telefone toca. O número? Como sempre desconhecido. E aquele sonoro e típico "Búú" do outro lado da linha denunciava quem era. Há tempos ela queria esquecê-lo, mas como sempre, ele não deixava. Ela atendeu o telefone por impulso. Depois do "alô" o que se seguiu foi a típica conversa de elevador. Quando finalmente ele perguntou onde ela estava, o que saiu de sua boca não foi um "não é da sua conta", mas sim a fatídica frase "estou em casa sozinha. Vem pra cá". E em menos de cinco minutos, ele toca a campainha de sua casa.
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