terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Sweet Dreams Are Made of THIS!

Era uma noite fria em pleno verão. Ela estava sozinha em casa. O tédio a consumia. Nada para fazer, ninguém para conversar. Ela estava curtindo férias na casa de parentes. Ficar na internet estava chato. Assistir televisão, idem. Quando ela já estava perdendo as esperanças de fazer algo interessante, eis que seu telefone toca. O número? Como sempre desconhecido. E aquele sonoro e típico "Búú" do outro lado da linha denunciava quem era. Há tempos ela queria esquecê-lo, mas como sempre, ele não deixava. Ela atendeu o telefone por impulso. Depois do "alô" o que se seguiu foi a típica conversa de elevador. Quando finalmente ele perguntou onde ela estava, o que saiu de sua boca não foi um "não é da sua conta", mas sim a fatídica frase "estou em casa sozinha. Vem pra cá". E em menos de cinco minutos, ele toca a campainha de sua casa.

Imagem: Google
O que se seguiu depois é impossível de se descrever usando palavras polidas. Depois que os olhares de ambos de cruzaram, nada mais importava. Eles não abriram a boca. Do portão até a sala a única coisa que  faziam era trocar beijos. Um mais ardente que o outro. A selvageria tomava conta daquele ambiente tão impróprio. Num gesto rápido, ela arrancou a blusa, a calça e a cueca dele. Beijos, chupadas e lambidas cheios de luxúria davam o tom de para onde aquilo iria levá-los. Quando ela se deu conta, ele já estava em cima dela, beijando seu corpo nú. E ela estava adorando! Que saudade daquele toque, daquele beijo, daquele corpo, daquele homem. Que saudade de sentí-lo bem lá no fundo, em cadências que só ele conseguia fazer. O sexo mais selvagem que os dois puderam criar foi ali na sala. Numa sala que não era nem dela e nem dele. A putaria mais obscura, mais deplorável, mais íntima e mais gostosa já criada pelos dois, foi feita num impulso. E foi bom. De repente, tudo voltou ao que era. A química entre os dois permanecia estável. Os dois ainda possuíam aquela coisa de pele, aquele tesão declarado um pelo outro. E aquilo tinha que acontecer. Estava predestinado aos dois terem aquela noite para fuder de vez o coração daqueles dois desapegados.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um conto de natal

Era como se ela não estivesse ali. Se tivesse saído, ninguém notaria ou sentiria sua falta. Sentia-se completamente invisível aos olhos dos outros e, sem a menor vergonha ou cerimônia, eles faziam questão de deixar isso bem claro para ela. 
imagem: Google
Ela sempre procurou se enturmar com aqueles que, por questão de obrigação devia chamar por família. Mas isso nunca aconteceu. Qualquer ocasião em que se pegava reunida com todos, eles sempre davam um jeito de deixá-la de fora dos assuntos, das interações, de suas vidas. Com o tempo, a presença dessas pessoas acabou se tornando insignificante para ela. Eles pouco importavam, afinal, conseguir a atenção deles tornou-se um fato fora de questão. 
Mas o Natal é uma época em que tentamos tornar as coisas diferentes. Parte-se do princípio em que o ser humano tenta se tornar um ser melhor. Uma pessoa melhor. Mas com aquelas pessoas não era assim. A última coisa que eles queriam era mudar o jeito de ser. Muito menos a maneira como a tratavam. Durante todo o ritual de Natal ela não abriu a boca, a não ser desejar o falso e vazio "Feliz Natal" a todos. Mas isso não fez nenhuma diferença.
Hoje, após anos e anos desse mesmo tipo de tratamento, ela decidiu por um fim a tudo isso. Ela não entendia como era possível ser tão querida e notada pelos amigos e tão esquecida pela sua família. Na manhã de Natal, a encontraram, fraca, serena, linda, morta. Com esse gesto, ela impôs sua presença. Ela foi notada por aqueles que ela mais ansiava por um segundo de atenção. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pensamentos Soltos.

Já não importa mais. Não importa o que eu queira, o que eu sinto, o que eu penso ou mesmo quem eu sou. Já não importa mais.

Aquele fogo dentro de mim é capaz de incendiar toda uma floresta. Aquela necessidade de ter alguém para preencher todos os meus espaços vazios, para ser pervertido comigo, virou uma ideia idealizada demais. Muito mais do que querer, eu preciso de alguém. Alguém para brincar de médico. Alguém para encontrar na escuridão de um beco. Alguém para embaçar os vidros do carro.

Fiz todas as escolhas erradas. Arrumei carmas que não me largam. Chicletes que não me deixam, e fantasmas que eu preferiria nunca ter conhecido. Depois de toda estupidez, o mais errado de tudo é querer ter você. Não só pra mim, nem a vida inteira. Apenas por mais uma noite, a última noite. AQUELA noite. A noite que eu finalmente, vou exorcisar meus demônios e conseguir te esquecer de uma vez por todas.

domingo, 13 de novembro de 2011

O Segundo Adeus

Há muito que desisti de tentar te entender. 
Há muito que parei de relevar aquilo faz você ser você!
Mas há pouco, entendi que não posso te esquecer.
Porque não há como, não há meios, você não deixa.

Tempos atrás você era uma página mal rasgada na minha vida.
Agora, você não passa de um fantasma.
Ontem eu disse que ainda te queria,
Mas hoje percebi que o deseperado por atenção é você!

Não importa o quanto eu sofra,
Ou o quanto demore para arrancar esse sentimento
De dentro de mim.
Você sempre vai dar um jeito de me atormentar.

Mas não há nada como um dia após o outro,
Já que eu vou ter o desprazer de ter você para sempre.
Se eu achava que minha vida não tinha sentido sem você,
Hoje descobri que o vazio de não te ter é insignificante perto do desassossego de estar com você.

Nathalya Mendonça

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma vona Mixtura

Amigos...

Estou desenvolvendo um projeto para a faculdade, um blog. Por isso, preciso dar mais atenção à ele do que a este humilde blog que dedico a meus pensamentos. Por isso, gostaria de pedir a colaboração dos meus amigos blogueiros para me ajudar com o meu projeto. como? Preciso de comentários. Quanto mais, melhor. Ajudem esta humilde e simples estudante de jornalismo a garantir sua nota na disciplina de web. Entrem, sigam e, principalmete, comentem!!

www.blogmixtura.blogspot.com

Beijinhoos a todos,

Nathalya

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Teaching and Learning...

No post anterior eu manifestei a minha preguiça ao aceitar o meu novo horário de trabalho. A escola de Inglês em que eu trabalho fez um projeto para atrair mais alunos e o resultado foi além do esperado. Ao invés de 300 alunos - no total - conseguimos 650. Da expectativa de 100 alunos para o curso de inglês, houve 235 inscrições.

Minhas aulas aumentaram significativamente, como também o meu trabalho. Mas eu não estou reclamando, muito pelo contrário, fico até bem feliz, pois se formos seguir a lógica, quanto mais alunos, mais aulas. E consequentemente.... mais dinheiro.

Mas eu, que estava acostumada com alunos filhinhos de papai que só estudam em escola particular e com 10, 12 anos já possuem aula de filosofia na escola, comecei a encarar o pessoal da escola pública. Fiquei assustada com as coisas que eu ouvi daqueles alunos. Crianças carentes de ensino, de instrução, de incentivo a qualquer atividade saudável.
Deixando de lado a parte engraçadinha como ser chamada de Dona e Senhora, descobri que, não é porque a cidade não ajuda, o ensino estadual em Cabreúva é como em qualquer outra cidade. Confesso que fiquei um pouco chocada com o que eu vi e ouvi nas primeiras semanas de aula. Adolescentes que não abrem a boca, que falam coisas quem não tem a ver com o tema da aula, pois não tiveram a orientação certa na escola, que pensou que estavam fazendo qualquer outro curso que não fosse o Inglês... pois é... Vivendo e aprendendo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Voltando ao Século XIX

Comecei a trabalhar essa semana. O emprego? Meu velho cargo de professorinha de inglês! O lugar? A mesma escola de sempre! O horário? Ah! isso mudou um pouco... 46 horas semanais. Para uma pessoa que estava acostumada a 6h semanais, essa é uma mudança drástica!

Enfim... tô só o pó da rabiola! Mas to feliz... praticamente ganhando milhões... em experiência, é claro!
Agora ficará um pouco mais complicado aparecer por aqui. Mas tentarei. Prometo. Afinal, agora eu sou Isaura!!!

:D